A coleção Louis Vuitton Cruise 2026 foi apresentada no icônico Palais des Papes, em Avignon, França, um dos monumentos góticos mais importantes da Europa. Sob a direção criativa de Nicolas Ghesquière, o desfile explorou a interseção entre moda e teatro, transformando o espaço medieval em um palco para narrativas visuais. O evento aconteceu no Cour d’Honneur, local que tradicionalmente recebe o famoso festival de teatro da cidade, reforçando a conexão entre vestuário e performance.
Inspirado na estética medieval e na história do Palais des Papes, Ghesquière trouxe uma coleção que mesclava elementos históricos com referências contemporâneas. As silhuetas evocavam armaduras, capas e mitras, reinterpretadas com tecidos luxuosos e detalhes sofisticados. Golas altas e volumosas remetiam aos rufos do século XVI, enquanto casacos estruturados e sobreposições inusitadas transportavam a coleção para o presente. A escolha do local e a estética teatral reforçaram a ideia de que a moda pode ser um veículo de emoção e narrativa.
Entre os destaques da coleção estavam vestidos fluidos com estampas que remetiam a afrescos históricos, botas sem salto hiperdecoradas e acessórios que faziam referência ao próprio Palais des Papes. A cenografia do desfile foi assinada por Es Devlin, conhecida por suas criações imersivas, e incluiu uma passarela invertida, onde os convidados foram posicionados no palco, subvertendo a ordem tradicional de uma apresentação de moda. Essa abordagem reforçou a ideia de que o vestuário pode transformar a percepção e o humor de quem o usa.
O desfile contou com a presença de diversas celebridades, incluindo Cate Blanchett, Emma Stone e Pharrell Williams, que prestigiaram a coleção e reforçaram o caráter grandioso do evento. Além disso, modelos brasileiras como Larissa Moraes e Gabriela Nied marcaram presença na passarela, destacando a diversidade e o alcance global da marca. A Louis Vuitton, ao unir moda, história e teatro, reafirma seu compromisso com a inovação e a narrativa visual.
A coleção Cruise 2026 da Louis Vuitton não apenas celebrou a estética medieval, mas também trouxe um olhar contemporâneo sobre o papel performático do vestuário. Ao transformar o Palais des Papes em um palco para sua apresentação, Ghesquière demonstrou como a moda pode ser uma forma de expressão artística e cultural. Essa abordagem teatral e histórica reforça a identidade da Louis Vuitton como uma marca que valoriza a tradição, mas sempre busca inovar e surpreender.
