Khrystma Siberth, Miss Progress International 2025, leva água potável à comunidade da Vila Princesa, RO

Em abril de 2025, a comunidade da Vila Princesa, em Porto Velho (RO), viveu um marco histórico: a inauguração do Projeto Águaí, idealizado por Khrystma Siberth, vencedora do título Miss Progress International 2025. O projeto representa uma resposta concreta a uma necessidade vital: o acesso à água potável.

O nascimento da ideia

A semente do Águaí foi plantada em 2023, quando Khrystma atuava como voluntária no projeto Heróis da Vida. Foi nesse contato direto com a realidade da Vila Princesa que ela percebeu o paradoxo da Amazônia: uma região cercada por rios e igarapés, mas onde milhares de pessoas ainda sofrem com a falta de água tratada. “O problema não é a ausência de água, mas sim a ausência de estrutura para torná-la potável e acessível”, explica.

Essa vivência pessoal foi decisiva para a escolha do tema que ela levaria ao Miss Progress International. Diferente de projetos abstratos, o Águaí nasceu de uma experiência concreta, de um olhar sensível sobre uma comunidade que ela já conhecia.

A inauguração: emoção e concretização

No dia 26 de abril de 2025, Khrystma inaugurou oficialmente o poço profundo e o sistema de filtragem que compõem o Projeto Águaí. Para ela, o momento foi de alívio e realização: “Não era apenas ver a estrutura pronta, mas lembrar de todo o esforço, das decisões difíceis e da constância necessária para chegar até ali. Naquele instante, o projeto deixava de ser uma ideia e passava a ser parte da vida das pessoas”.

A reação da comunidade

O que mais marcou Khrystma foi a naturalidade com que os moradores receberam a novidade. Não houve cerimônia elaborada, discursos longos ou contemplação. As famílias simplesmente começaram a usar a água. “Isso mostra que não era sobre celebração, mas sobre necessidade atendida. Quando algo é essencial, como a água, ele se integra imediatamente à rotina”, relata.

Desafios técnicos e logísticos

A construção do poço profundo e do sistema de filtragem exigiu meses de trabalho e enfrentamento de obstáculos. Foram necessários recursos financeiros significativos, negociações burocráticas e decisões estratégicas em um contexto delicado. “Não foi apenas um desafio técnico, mas também estratégico. Foi preciso adaptar caminhos e conduzir tudo com muito cuidado”, lembra Khrystma.

O papel da comunidade e das parcerias

O engajamento da comunidade foi articulado pelo missionário José Nilton, administrador do Centro Comunitário da Vila Princesa e figura essencial para o acompanhamento do processo. Ele atuou como elo entre os moradores e o projeto, garantindo que a solução fosse construída de acordo com as necessidades locais.

Além disso, empresas e instituições acreditaram na proposta e tornaram o projeto viável: MCA Projetos, Luz do Sol Construções, Supermercados Super Leste, Solução Financiamentos Amazonas/Roraima e Instituto 180 Graus. Essas parcerias demonstram como a união entre iniciativa privada e ação social pode gerar impacto duradouro.

Impacto coletivo

O Águaí não transformou apenas a vida de uma família, mas de toda a comunidade. O acesso à água potável reorganizou rotinas, melhorou práticas de higiene e trouxe mais segurança para crianças e idosos. “A água é a base da saúde. Ela previne doenças, melhora a qualidade de vida e atua antes que os problemas apareçam”, destaca Khrystma.

Sustentabilidade e futuro

A estrutura foi pensada para ser duradoura: poço, reservatório e sistema de filtragem foram construídos com foco na resistência e na sustentabilidade. Mas a permanência do benefício depende também do uso consciente da comunidade. Há planos de expansão para outras localidades da Amazônia e do Brasil, mas isso dependerá de viabilidade técnica e financeira. “Quando estrutura, investimento e responsabilidade se alinham, a expansão acontece naturalmente”, afirma.

O título como ferramenta de transformação

O título de Miss Progress International foi fundamental para dar visibilidade ao projeto. Mais do que uma coroa, ele se tornou uma plataforma para ação. “O Águaí só existe porque o título existe. Mas visibilidade, por si só, não transforma nada. Ela precisa ser convertida em ação — e foi isso que busquei fazer”, conclui Khrystma.

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