À La Garçonne imagina um mundo pós-apocalíptico na SPFW

Como seria a moda em um mundo depois do fim? Para a À La Garçonne, a resposta passa pelo renascimento da natureza. Na São Paulo Fashion Week N61, o estilista Fábio Souza apresentou uma coleção que imagina a vegetação retomando seu espaço em meio a uma paisagem devastada. O cenário serve de ponto de partida para revisitar elementos que acompanham a trajetória da marca, agora com novas combinações de cores, texturas e referências.

As estampas camufladas ganham uma leitura botânica, com flores e folhagens que aparecem em peças pintadas à mão, bordados de lantejoulas sobre tule e tecidos com efeito devorê. Os jacquards também entram na narrativa, com motivos florais e fios de lurex que acrescentam brilho às superfícies. Em outra frente, os xadrezes coloridos surgem em conjuntos e sobreposições, acompanhados de colarinhos de pelúcia e jaquetas de diferentes volumes.

A mistura entre o bruto e o delicado continua sendo uma das marcas do trabalho de Fábio. Jaquetas inspiradas em décadas passadas recebem detalhes de tapeçaria, enquanto vestidos florais dividem espaço com regatas desgastadas e sapatos de referências masculinas. A alfaiataria também ocupa lugar importante, com coletes, paletós de ombros marcados, sobretudos e microsshorts que ampliam as possibilidades de styling.

O compromisso com o reaproveitamento permanece no centro do projeto: segundo a ELLE Brasil, 98% dos materiais utilizados na coleção têm algum tipo de origem sustentável, incluindo tecidos de estoque parado, peças vintage e um fio de Lycra composto por 70% de matéria-prima vegetal derivada do amido de milho. Cordas náuticas, elemento recorrente na identidade visual da marca, também aparecem em acessórios, como alças de bolsas, cintos e cadarços.

Deixe um comentário